Friday, July 3, 2009

As amigas do café

Lá no café
tomam lugar as amigas
carregadas de pulseiras e carteiras
a contar suas intrigas
Acreditam plenamente
que o mundo não se muda
que o amor são só dois dias
e dizem-lo a todas
dizem-lo a todas
para que ninguém jamais se iluda

Um dia apareci por lá
e vê que fui aplaudido
ai que homem, que caralho
sussuravam no escondido

Passam horas passam dias
e o café nunca lá muda
está firme e bem, entra mais alguém
Mas que homem! Que caralho !
Pareçem berros por ajuda

É que as lindas das amigas com as sacas e intrigas não perceberam que o sitio se apoderou delas
que ficaram coladas num vicio de rodadas de caralhos e homens de cafés e coisas belas

Vim por passagem eu admirar as luzes coloridas em cantos escondidos onde elas se encontravam
e não encontrei conforto nem vida na maneira atrevida como elas me olhavam

Quero ser livre
E ninguèm percebe porque
Rasgar as cordas que me atam
que me confrontam e matam
e me levam e me levam
contra minha vontade a perder me na vaidade
das sacas e pulseiras
do quanto mal me queiras
das amigas já perdidas
desgastadas, sucumbidas
que nunca sairam do café para serem humanos,
que se rodam e movem em cavalos troianos . . .

Wednesday, June 10, 2009

Nasceu o dia

Finalmente realizei
que isto nunca vai parar
que vai sempre haver mais alguém ou mais além
a atirar.me com pedras
a impedir.me de avançar
a enterrar os meus sonhos no seu quintal
como se nem a mim me pertencessem
a forçar o mau estar
bloqueando o ideal
que ferro fogoso lhes arde
antes eles o possuissem

A ver.me cair
a ver.me rolar
a ver.me desfazer.me no meu vomitado
a rirem.se do meu esforço
são eles que hoje me vencem . . .

Vencem? . . .
Não, não vencem . . .
A vocês que queriam ser como eu
que queriam sonhar e alcançar como eu o fiz
que gostavam de possuir está força . . .
Força que tudo muda tudo encanta
para tudo trabalha e tudo espanta
Sim, sou a força, sou a verdade

Pois quem me quer ferir não percebe
que quando a primeira gota de sangue me escape
alcançando o solo
vai mudar o mundo
tou irrestivel e incontroladamente
como tenho vivido

Monday, May 11, 2009

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Ardi no Inferno
cortaram.me os pulsos
queimaram.me com tudo o que tinham
espetaram.me facas
contaram mentiras
choraram.me na cara
e agarraram.me como quem
nem sente o corpo
e aperta o coração
com uma só mão
...
calcaram.me
mil e mais vezes
cuspiram.me na face
deixaram.me
...
foi o que mais custou
deixaram.me e
ameaçaram.me de nunka mais voltar
...
E agora, agora sim
...
Posso finalmente mostrar
o meu ponto forte
...
é que
Eu
não morro
não deixo
não quebro
mão parto
não fujo
estou firme
e inda estou aqui
...
e mais que alguma vez
convicto em apostar
no que só mais alguém para além de mim acredita
...
e acreditamos até á morte